Arquivos mensais: julho 2016

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O que dizer se elas iram responder por todas de maneira coletiva contando suas historias e lutas, através dos tempos.

NEUMA GONÇALVES DA SILVA

 

Nasceu em 8 de junho de 1922, no Rio de Janeiro, filha de Saturnino Gonçalves, primeiro presidente da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira.
É sócia número um da Mangueira e foi sua conselheira nata. Foi passista, presidente da Ala das Baianas e nos últimos anos desfilava como destaque. Fundou o Departamento Feminino da Mangueira onde continuou atuando com bastante vibração e energia.
Brigona e emotiva, D. Neuma foi a maior força política e social da comunidade mangueirense, atuando em todas as decisões da Escola até à sua morte em dezembro de 2002.

Nair Theodora de Araujo

Nasceu em 22 de junho de 1931, na cidade mineira de Dores do Indaiá, transferindo-se mais tarde para São Paulo.

Cursou o Normal e optou pelo canto lírico em Conservatório Musical. Integrou os corais Corbi e da Igreja metodista.Participou da organização do Teatro experimental do Negro de São Paulo e atuou no musical “O Cordão” e nas peças ‘África”, dirigida por Dalmo Ferreira, “Os Ossos do Barão”, e “Veredas da Salvação”, essa última sob a direção de Antunes Filho.

Participou da fase efervescente do Teatro de Arena e na criação e produção da peça “Arena canta Zumbi”.

Dirigiu o Departamento Cultural da Associação Cultural do Negro, escreveu para o jornal “Clarim da Alvorada”, porta- voz da entidade, e realizou vários debates sobre o negro em rádios, televisões e universidades.Com destacada atuação na população negra, a atriz criou a Livraria Contexto, em SP, onde ainda hoje se encontram várias publicações sobre o negro.

Escreveu vários poemas, até hoje inéditos.

Lélia Gonzalez

Filha de um ferroviário negro e de uma empregada doméstica indígena era a penúltima de 18 irmãos, entre eles o futebolista Jaime de Almeida, que jogou pelo Flamengo. Nascida em Belo Horizonte, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942.

Graduou-se em História e Filosofia e trabalhou como professora da rede pública de ensino. Fez o mestrado em comunicação social e o doutorado em antropologia política. Começou então a se dedicar à pesquisas sobre relações de gênero e etnia. Foi professora de Cultura Brasileira na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde chefiou o departamento de Sociologia e Política.

Como professora de Ensino Médio no Colégio de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (UEG, atual UERJ), nos difíceis anos finais da década de 1960, fez de suas aulas de Filosofia espaço de resistência e crítica político-social, marcando definitivamente o pensamento e a ação de seus alunos.

Ajudou a fundar instituições como o Movimento Negro Unificado (MNU), o Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN), o Coletivo de Mulheres Negras N’Zinga e o Olodum. Sua militância em defesa da mulher negra levou-a ao Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), no qual atuou de 1985 a 1989. Foi candidata a deputada federal pelo PT, elegendo-se primeira suplente. Nas eleições seguintes, em 1986, candidatou-se a deputada estadual pelo PDT, novamente elegendo-se suplente.

Seus escritos, simultaneamente permeados pelos cenários da ditadura política e da emergência dos movimentos sociais, são reveladores das múltiplas inserções e identificam sua constante preocupação em articular as lutas mais amplas da sociedade com a demanda específica dos negros e, em especial das mulheres negras

Saraí Soares

Nascida em 24 de junho de 1965, em Santa Maria, transferiu-se para a Capital e ganhou reconhecimento pelo trabalho como conselheira tutelar, na defesa das crianças da periferia e da questão racial. De origem humilde, morou sempre na Vila Cruzeiro, e tornou-se militante do PT. Foi suplente de vereador em Porto Alegre na legislatura 1997-2000, quando assumiu a cadeira por diversas vezes. Nas eleições de 2012, concorreu a uma vaga na Câmara e ficou na suplência. Faleceu em 02/04/2013

Márcia Santana

Assistente social e ligada ao movimento feminista, Márcia foi chefe de gabinete da secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, quando deputada federal. Trabalhou pela defesa da infância e fim da exploração sexual de crianças e adolescentes no Rio Grande do Sul e no Brasil, bem como no combate à violência doméstica. Faleceu em 13/03/2013

 

Sueli Carneiro 

 Em 1984, o governo de São Paulo criou o Conselho Estadual da Condição Feminina. Alertado pelo programa da radialista negra Marta Arruda de que não havia negras entre as 32 conselheiras convocadas, o conselho convidou Tereza Santos, que militava no movimento negro ao lado de Sueli Carneiro, teórica da questão da mulher negra. Na gestão seguinte, foi a vez de Sueli fazer parte do conselho. Em 1988, foi convidada para integrar o Conselho Nacional da Condição Feminina, em Brasília. Antes de partir, no entanto, fundou o Geledés – Instituto da Mulher Negra, primeira organização negra e feminista independente de São Paulo.

Criou o único programa brasileiro de orientação na área de saúde específico para mulheres negras. Semanalmente mais de trinta mulheres são atendidas por psicólogos e assistentes sociais e participam de palestras sobre sexualidade, contracepção, saúde física e mental na sede do Geledés. Recebeu a visita de um grupo de cantores de rap da periferia da cidade, que queriam proteção porque eram vítimas frequentes de agressão policial. Ela decidiu criar então o Projeto Rappers, onde os jovens são agentes de denúncia e também multiplicadores da consciência de cidadania dos demais jovens

Sueli Chan Ferreira

 É pedagoga, educadora social, fundadora da OSCIP Zulu Nation Brasil.

Lúcia Xavier

É coordenadora da Criola, assistente social e membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial representando a Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) da qual é secretária-executiva. Atua nos temas: raça, gênero, direitos humanos, políticas públicas, saúde da mulher negra e antiracismo.

Jurema Batista

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Homenageável por diversas razões, esta vereadora foi reeleita com 17 mil votos, triplicando sua votação anterior, como sinal de reconhecimento pelo grande trabalho que vem desenvolvendo. É desde muitos anos militante ativa do Movimento de Mulheres Negras.

 

 

Ruth de Souza

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Natural do Rio de Janeiro, a menina Ruth Pinto de Souza viveu até os 9 anos de idade com a família, numa fazenda, em Porto do Marinho, pequena cidade do interior de Minas Gerais. Com a morte do pai, um pequeno lavrador, ela, os três irmãos, e a mãe voltaram ao Rio, e foram morar em Copacabana, numa vila onde residiam as lavadeiras e seus maridos, a maioria deles jardineiros dos casarões do bairro.

As primeiras palavras, bem como o incentivo para estudar teatro veio de sua mãe, que a levou para as primeiras sessões de teatro e cinema.Depois de alguns anos no colégio interno – onde as freiras puniam a menina alegre que cantarolava músicas de Carnaval , a jovem atriz ingressou no Teatro Experimental do Negro -TEN, aos 17 anos, sob os cuidados do escritor, dramaturgo, ator, e ex senador Abdias Nascimento. “Ele criou o TEN, em 1945, com o Agnaldo Camargo, para mostrar que o negro poderia ser ator aqui no Brasil, numa época em que existia apenas o Grande Otelo”, conta.Com a peça O Imperador Jones, encenada pelo TEN, Ruth de Souza foi a primeira atriz negra a pisar no palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.O TEN abriu as portas do mercado de trabalho para os artistas negros. O Teatro dos Comediantes uniu-se ao grupo de Abdias Nascimento e, juntos, montaram Terra do Sem Fim, de Jorge Amado. Em seguida, a companhia cinematográfica Atlântida resolveu fazer a adaptação do texto para o cinema e Ruth de Souza, de novo, foi escalada para o elenco. “Jorge Amado me indicou para que fizesse no filme o mesmo papel que interpretei no teatro”,diz.Ruth de Souza, com cinco anos de carreira, conseguiu uma bolsa de estudos da Fundação Rocckefeller, fez as malas e viajou para os Estados Unidos para estudar teatro, . Lá, além de dramaturgia, aprendeu iluminação, sonoplastia, direção e cenografia. Assinou trabalhos como diretora em Pork and Bess e Shadows of a Gunman, peças em que trabalhou na época. “Também conheci a Broadway e seus atores.Fez também um mês de estágio na Howard University, em Washington, indo após para Nova York, onde ficou dois meses na Academia Nacional do teatro Americano. De volta ao Brasil, recomeçou uma sucessão de trabalhos no cinema, no teatro e na televisão. Entre as dezenas de filmes que fez estão Fronteiras do Inferno, Jubiabá, Assalto ao Trem Pagador, Boca de Ouro. Nos palcos, trabalhou em vários espetáculos, como Todos os Filhos de Deus Têm Asas, Vestido de Noiva, Quarto de Despejo, Réquiem para uma Negra, Zumbi e, mais recentemente, em Orfeu da Conceição, com direção de Haroldo Costa.Estreou na TV em 1952, na TV Tupi, com o teleteatro O filho Pródigo. Porém, o sucesso na televisão começou em 1965, com A cabana do Pai Tomás, na extinta TV Excelsior. Três anos mais tarde, ao ingressar na TV Globo, Ruth de Souza atuou em novelas como Passos dos Ventos, Verão Vermelho, A Deusa Vencida, O Bem Amado, Ossos do Barão, O Rebu, O Grito, Corpo a Corpo, Mandala, entre outras, além de seriados e mini- séries.A Cabana do Pai Tomás foi marcante na história da televisão por um motivo polêmico. Sérgio Cardoso, o ator principal, recebeu muitas críticas ao fazer o personagem central pintado com tinta preta. “O TEN já havia acabado com o ‘hábito’ dos grupos de teatro de se utilizarem desse tipo de pintura, grotesca e caricatural. Em 8 de abril de 1988, recebeu, em Brasília, a comenda do Grau de Oficial da Ordem do Rio Branco da República Federativa do Brasil, por sua contribuição às artes Cênicas brasileiras. Em 1999, recebeu o Prêmio Ministério da Cultura.

Josefina Serra dos Santos – Dra. Jo

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Nasceu no município de Cajapió , Povoado Manoel Bravo, no Estado do Maranhão . Aos oito anos de idade, foi trabalhar como empregada doméstica no Estado do Rio de Janeiro onde migrou com a família para o Distrito Federal.Foi a Primeira secretária da Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal.

Nelma Oliveira Soares

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Nelma Oliveira Soares foi a fundadora da ACMUN. Após 35 anos de profissão, a enfermeira Nelma passou a dedicar-se à vida comunitária na Vila Maria Conceição, na capital gaúcha. Desde então, a ACMUN segue sua trajetória firmada nos valores da ancestralidade. Desenvolve ações de promoção da comunidade negra, procurando garantir os direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais da população afro-brasileira.

Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva.

PETROLINIA

Professora Emérita da Universidade Federal de São Carlos. Em 21 de março de 2011 foi admitida, pela Presidenta da República Dilma Rousseff, na Ordem Nacional do Mérito, no Grau de Cavaleiro, em reconhecimento de sua contribuição à educação no Brasil. Em junho 2010 foi indicada como Somghoy Wanadu-Wayoo, ou seja, conselheira integrante do Conselho do Amiru Shonghoy Hassimi O. Maiga, chefe do Povo Songhoy, no Mali (continente africano). É Professora Titular em Ensino-Aprendizagem Relações Étnico-Raciais junto ao Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas do Centro de Educação e Ciências Humanas-UFSCar, pesquisadora junto ao Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFSCar. Integra o International Research Group on Epystemology of African Roots and Education. Conselheira do World Education Research Association (WERA) representando a Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) (ABPN) e a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED). É Conselheira da Fundação Cultural Palmares, nos termos da Portaria nº 141, de 28/12/2011. Foi professora visitante junto na University of South Africa (1996), na Universidad Autonoma del Estado de Morelo, Cuernavaca, México (2003) e na Bolivar House da Stanford University, USA (2008). Por indicação do Movimento Negro foi conselheira da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE), mandato 2002-2006. Nessa condição foi relatora do Parecer CNE/CP 3/2004 que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana e participou da relatoria do Parecer CNE/CP 3/2004 relativo às Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Pedagogia. De 2007 a 2011 foi coordenadora do Grupo Gestor do Programa de Ações Afirmativas da UFSCar. Em 2011, recebeu homenagem da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), das mãos da Ministra Luiza Helena Bairros, o prêmio Educação para a Igualdade, por ser a primeira mulher negra a ter assento no Conselho Nacional de Educação, por relevantes serviços prestados ao País e pela valiosa contribuição para a educação brasileira no combate ao racismo; da Prefeitura Municipal de São Carlos,/SP, por seu compromisso em promover e desenvolver ações por uma educação de alta qualidade e pela luta por uma convivência tolerante, harmoniosa e sem preconceitos em nossa sociedade; da Coordenadoria de Assuntos da População Negra da Prefeitura Municipal de São Paulo, o Prêmio Luiza Mahin, em reconhecimento por sua atuação em prol das mulheres negras.

Meninas espero tenha conhecido um pouco de nossa historia magica e conta nossas raízes, fazendo entender o que essas mulheres antes diziam,mas nossa geração começou fazer um grande levante a marcha do empoderamento feminino negro!

Fontes: http://www.criola.org.br/

http://www.palmares.gov.br/

https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/historia_africa/conversations/topics/991

Publicado: Rafa Francisca.

 

Na sociedade atual, começamos a nos acostumar a conhecer mulheres escritoras, pintoras, cientistas, políticas. Algumas em profissões nas quais até poucos anos era impensável encontrar uma mulher que pudesse obter êxito e reconhecimento. Suas historias de luta e sobrevivência em épocas a falta de respeito era empregado com autoritarismo, agressividade e levando a morte. Iremos conhecer um pouco delas para construção do nosso empoderamento e construção de nossas raízes e aceitação de mulher negra em sociedade.

O movimento feminista brasileiro, mesmo sendo pequeno em termos de visibilidade social, contribuiu de maneira fundamental para a reversão das desigualdades de gênero no país e, apesar de a conexão não ser tão estreita, existe uma relação entre a história das lutas das mulheres e os processos de mudanças econômicas e sociais que ocorreram no Brasil.

 Dandara

 Dandara foi uma grande guerreira na luta pela liberdade do povo negro. Ainda no século XVII, participou das lutas palmarinas, conquistando um espaço de liderança. De forma intransigente, entendia que a liberdade era inegociável. enfrentando todas as batalhas que sucederam em Palmares. Era a companheira de Zumbi dos Palmares. Opôs-se, juntamente com ele, a proposta da Coroa Portuguesa em condicionar e limitar reivindicações dos palmarinos em troca de liberdade controlada.

Dandara morreu em 1694 na frente de batalha, para defender o Quilombo dos Macacos, mocambo pertencente ao Quilombo dos Palmares.

 

Luíza Mahin

 Luíza Mahin, foi uma protagonista importante na Revolta dos Malês. Conforme alguns estudiosos, se essa revolta vingasse, Luísa seria a rainha da Bahia. Construindo um reinado em terras brasileiras, já que fora princesa na África, na tribo Mahi, integrante da nação nagô. Foi alforriada em 1812.

 Ela também participou da Sabinada entre 1837-1838. Perseguida, acabou fugindo para o Rio de Janeiro. Não se sabe ao certo, mas imagina-se que essa importante mulher tenha sido extraditada juntamente com seus companheiros muçulmanos africanos que encabeçaram a Revolta dos Malês.

Carolina Maria de Jesus

 Nasceu em Sacramento, no interior de Minas Gerais, no ano de 1914.

 Sendo de uma família extremamente pobre, trabalhou desde muito cedo para auxiliar no sustento da casa. Com isso, acabou não frequentando a escola, além de dois anos. Mudou-se para São Paulo, indo morar na favela, para sustentar a si e seus filhos, tornou-se catadora de papel. Guardava alguns desses papéis, para registrar seu cotidiano na favela, denunciando a realidade excludente em que viviam os negros. Em 1960, foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, que conheceu seus escritos. Assim, ela escreveu o livro Quarto de Desejos, que vendeu mais de 100 mil exemplares.

Tornou-se uma escritora reconhecida, particularmente fora do país, sendo incluída na antologia de escritoras negras, publicada em 1980 pela Randon House, em Nova York.

 Na imagem vemos Carolina Maria de Jesus ao lado da também escritora, Clarice Lispector.

Aqualtune

 Filha do Rei do Congo, a princesa foi vendida como escrava para o Brasil, em razão das rivalidades existente entre os diversos reinos africanos.

Quando os Jagas invadiram o Congo, Aqualtune foi para a frente de batalha defender o reino, comandando um exército de 10 mil guerreiros.
Derrotada, foi levada como escrava para um navio negreiro e desembarcada em Recife. Dentro do sistema aviltante em que foi colocada como prisioneira, foi obrigada a manter relações sexuais com um escravo, para fins de reprodução.
Engravidada, foi vendida para um engenho de porto Calvo, onde pela primeira vez teve notícias de Palmares. Já nos últimos meses de gravidez organizou sua fuga e a de alguns escravos para Palmares.
Começa, então, ao lado de Ganga Zumba, a organização de um Estado negro, que abrangia povoados distintos confederados sob a direção suprema de um chefe.
Aqualtune instalou-se, posteriormente, num desses mocambos, povoados fortificados, a 30 léguas ao noroeste de Porto Calvo.
Uma de suas filhas deu-lhe um neto, que foi o grande Zumbi dos Palmares.

Mãe Menininha do Gantois

 Mãe Menininha do Gantois nasceu em 10 de janeiro de 1864. Era neta de escravizados da tribo Kekeré, da Nigéria. Foi iniciada no candomblé, ainda criança, no terreiro fundado pela sua bisavó. Aos 28 anos de idade, como filha de Oxum, assumiu o cargo de maior hierarquia na religião. Conseguiu estabelecer interlocuções como várias personalidades, buscando o respeito da sociedade para a religião, muito perseguida pelo poder político.

Devido aos seus poderes espirituais e sua capacidade de agregar as pessoas, conquistou o respeito até mesmo de outras religiões. Tornou-se a mais respeitável mãe de santo da Bahia, onde até hoje funciona o terreiro do Gantois, fundado em 1849, por sua bisavó. Sempre divulgava o candomblé, explicando sobre a importância do mesmo. Sua vida religiosa foi marcada pela fé e bondade. De grande carisma, Mãe Menininha do Gantois tinha respeito de personalidades importantes, dentre as quais, Dorival Caymmi, Caetano Veloso, Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

 Faleceu aos 92 anos, em 1986 na cidade de Salvador.

Tereza de Benguela

 Tereza de Benguela foi uma liderança quilombola que viveu no século XVIII. Mulher de José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho ou Quariterê, nos arredores de Vila Bela da Santíssima Trindade, Mato Grosso. Quando seu marido morreu, Tereza assumiu o comando daquela comunidade quilombola, revelando-se uma líder ainda mais implacável e obstinada. Valente e guerreira ela comandou o Quilombo do Quariterê, este cresceu tanto sob seu comando que chegou a agregar índios bolivianos e brasileiros. Isso incomodou muito as autoridades das Coroas, espanhola e portuguesa. A Coroa Portuguesa, junto à elite local agiu rápido e enviou uma bandeira de alto poder de fogo para eliminar os quilombolas. Tereza de Benguela foi presa. Não se submetendo a situação de escravizada, suicidou-se.

Carro alegórico na Marquês de Sapucaí com a representação de Tereza de Benguela, a rainha do Quilombo do Piolho ou Quariterê.

Em diversas situações, a história dos heróis negros e heroínas negras estão imbricadas à luta geral da população negra em contraposição ao escravismo e/ou outras várias formas de racismo presentes na sociedade brasileira. Mas é importante salientar que muitas dessas personagens continuam anônimas na história brasileira.

ADELINA 

Escrava nascida no Maranhão, participou ativamente na campanha abolicionista da capital maranhense.
Sabia ler e escrever e, aos dezesseis anos, já frequentava os comícios e passeatas da sociedade abolicionista de rapazes, o Clube dos Mortos.
Consciente de sua causa, Adelina passou a utilizar o seu trabalho para colaborar com os abolicionistas. Vendia charutos que seu pai fabricava e tinha, por esse motivo, fácil; acesso a todas as casas da cidade de São Luís.
Funcionando como informante do Clube dos Mortos, passava a seus companheiros os planos secretos de perseguição aos escravos.
O seu trabalho tornou-a figura importante de apoio às atividades do clube abolicionista.

 ANASTÁCIA

São poucos os dados concretos sobre essa escrava negra, filha de uma princesa africana. A aldeia dessa princesa foi invadida pelos portugueses e um comerciante português engravidou-a à força, trazendo – a em seguida para o Brasil. Anastácia teria nascido durante a viagem entre a África e o Brasil.
A princesa Anastácia, como era chamada, viveu algum tempo na Bahia, mas foi em Minas Gerias que ela passou a maior parte da sua vida, na fazenda de seu pai.
Ajudando os escravos quando eram castigados, ou facilitando-lhes a fuga, de Anastácia ficou a imagem de uma mulher de grande beleza, personalidade forte, que tinha consciência da injustiça e crueldade da escravidão.
Um dos poucos fatos conhecidos da sua vida traz a marca dessa violência: durante dois anos foi obrigada a usar uma mordaça de ferro na boca, que era retirada apenas para se alimentar.
Extremamente doente, Anastácia foi levada para o Rio de Janeiro e lá se torna famosa junto à população, por lhe serem atribuídos vários milagres.
Foi enterrada na Igreja do Rosário, no Rio, mas um incêndio ocorrido posteriormente nessa igreja destruiu a documentação que poderia nos fornecer mais elementos sobre a história da princesa Anastácia.

 ANTONIETA DE BARROS 

Nasceu em 11 julho de 1.901, em Florianópolis (SC). Era filha de Catarina e Rodolfo de Barros. Órfã de pai, foi criada pela mãe. Depois dos estudos primários, ingressou na Escola Normal Catarinense.
Antonieta teve que romper muitas barreiras para conquistar espaços que, em seu tempo, eram inusitados para as mulheres, e, mais ainda, para uma mulher negra. Nos anos 20, deu início às atividades de jornalista, criando e dirigindo em Florianópolis o jornal A Semana, mantido até 1927. Três anos depois, passou a dirigir o periódico Vida Ilhoa, na mesma cidade.
Como educadora, fundou, logo após ter se diplomado no magistério, o Curso Antonieta de Barros, que dirigiu até sua morte. Lecionou, ainda, em Florianópolis, no Colégio Coração de Jesus, na Escola Normal Catarinense e no Colégio Dias Velho, do qual foi diretora no período de 1937 a 1945.
Na década de 30, manteve intercâmbio com a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF) como revela a correspondência trocada entre ela e Bertha Lutz, hoje preservada no Arquivo Nacional.
Na primeira eleição em que as mulheres brasileiras puderam votar e serem votadas, filiou-se ao Partido Liberal Catarinense e elegeu-se deputada estadual (1934-37). Tornou-se, desse modo, a primeira mulher negra a assumir um mandato popular no Brasil. Foi também a primeira mulher a participar do Legislativo Estadual de Santa Catarina. Depois da redemocratização do país com a queda do Estado Novo, concorreu a deputada estadual nas eleições de 1945, obtendo a primeira suplência pela legendado Partido Social Democrático (PSD). Assumiu a vaga na Assembléia Legislativa em 1947 e cumpriu seu mandato até 1951.
Usando o pseudônimo literário de Maria da Ilha, escreveu o livro Farrapos de idéias. Faleceu em Florianópolis no dia 28 de março de 1952.

AUTA DE SOUZA 

Nasceu em 1876 em Macaíba, Rio Grande do Norte, de uma família próspera.
Órfã de mãe aos dois anos de idade, e de pai, aos quatro, foi criada pela avó.
Em 1887 foi matriculada no Colégio são Vicente de Paula, dirigido por religiosas francesas, onde aprendeu francês e leu os clássicos e os místicos.
Com tuberculose, é obrigada a retornar à casa da avó e completar sua formação na Biblioteca do irmão, poeta, jornalista e deputado federal.
Em 1894, fundou o Clube do Biscoito, que promovia reuniões de poesia, jogos e danças, nas casas de seus associados.
Escrevendo versos em Português e Francês, Auta, mesmo antes de completar 20 anos, colaborava na imprensa de seu Estado.
Em 1901 publicou o livro “O Horto”, prefaciado por Olavo Bilac e muito elogiado pela crítica. Esse livro foi lido tanto pelos intelectuais como pela gente do povo, que transformou muito de seus versos em cantigas.
Auta de Souza morreu em 1901, com apenas 25 anos de idade.

BRANDINA 

Atuante no movimento abolicionista de Santos, na segunda metade do século passado, Brandina era proprietária de uma pensão na antiga rua setentrional, hoje Praça da República.
Embora de origem humilde, usava o ganho do seu trabalho para dar comida, fumo e remédio aos negros que se refugiavam na Baixada Santista, colaborando ativamente com os cabos abolicionistas e com Santos Garrafão, que organizou um dos grandes quilombos de Santos: o Quilombo de Santos Garrafão.
A personalidade forte e destemida, além da qualidade de protetora tornou Brandina uma das figuras mais queridas entre os negros quilombolas da Baixada Santista.

 CAROLINA MARIA DE JESUS 

Nasceu no interior de Minas Gerais, em 1914, numa família de 9 irmãos. Tendo que trabalhar para ajudar no sustento da casa, cursou apenas até o segundo ano primário.
Mudou-se para São Paulo morando na favela do Canindé, garantia seu sustento e de seus três filhos catando papel. No meio desses papéis velhos, Carolina encontrou uma caderneta e passou a registrar, em forma de diário, o seu cotidiano de favelada.
Descoberta por um jornalista, em 1960, teve seu diário publicado com o título “ Quarto de Despejo” , hoje em sua 10º edição.
Prefaciado por Alberto Moravia, conhecido escritor italiano, “ Quarto de Despejo” foi traduzido para 13 idiomas e impressionava o mundo pela força de sua narrativa e pelo depoimento que retratava a fome e a miséria dos favelados.
Em 1961, o livro teve seu texto adaptado para o teatro por Edi Lima e encenado no Teatro Nídia Lícia, no mesmo ano.
Enquanto no Brasil Carolina era considerada um fato folclórico, seu livro era comentado pela imprensa internacional, sendo várias de suas páginas transcritas na revista americana “ Life” e na francesa “ Paris Match”
Em 1977, ao ser entrevistada por jornalistas franceses, Carolina entrega-lhes os apontamentos biográficos onde narra sua infância e adolescência marcadas pela pobreza e discriminação racial. Em 1986 esses apontamentos são publicados sob o título de “ Diário de Bitita” , pela editora Nova Fronteira.
Antes desses apontamentos, Carolina publicou ainda os seguintes livros: “ Casa de Alvenaria” , “ Provérbios” e “ Pedaços da Fome” .
Carolina morreu em 1977 na mais completa miséria.

TIA CIATA – HILÁRIA BATISTA DE ALMEIDA

Nasceu em Salvador, em 1854. Filha de Oxum, no Candomblé, foi iniciada nos preceitos do santo casa de Bambochê, na nação Ketu.
Aos 22 anos e com uma filha, mudou-se para o Rio de Janeiro, formando nova família e continuando os preceitos na casa de João Alabá, tornando-se Mãe- Pequena.
Tia Ciata era muito respeitada pelos seus conhecimentos de religião e não deixava de comemorar, em sua casa, as festas dos Orixás quando, depois da cerimônia, armava pagode.
Essas festas chegavam a durar por volta de três dias.
Muito boa doceira, punha barraca de comidas na festa da Penha e em volta se formavam rodas de samba, com a participação de Donga, Heitor dos Prazeres, Sinhô e Pixinguinha, alguns deles ainda desconhecidos como artistas.
Sua casa tornou-se a capital da Pequena África, no Rio de Janeiro, e era um dos pontos obrigatórios dos cortejos de Carnaval, onde os ranchos passavam para reverenciar a velha baiana.
Tia Ciata morreu em 1924.

 RAINHA TERESA DO QUARITERÊ

Líder quilombola do século XVIII não sabemos se era natural de Benguela, Angola ou se nasceu no Brasil. Para nós, mulheres negras, importa o exemplo de garra e competência na luta contra a opressão.
O Quilombo do Quariterê em Cuiabá ficava próximo à fronteira de Mato Grosso com a Bolívia.
Sob a liderança da Rainha Teresa, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas sobrevivendo até l.770.
A Rainha Teresa comandou a estrutura política, econômica administrativa do Quilombo mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou resgatadas das vilas próximas ao quilombo.
Os objetos de ferro utilizados contra a comunidade negra que lá se refugiava eram transformados em instrumento de trabalho, visto que dominavam o uso da forja.
O Quilombo do Quariterê, além do parlamento e de um conselheiro para rainha, desenvolvia agricultura de algodão possuindo teares onde se fabricavam tecidos que eram comercializados fora dos quilombos como também os alimentos excedentes.
Fonte: Benedita da Silva- Nós Mulheres Negras- Colaboração Helena Teodoro in Dicionário Mulheres do Brasil- 2000- Jorge Zahar Editores.

A estas grandes mulheres não citei nome são grandes guerreiras em suas lutas e busca de liberdade em meio a colonização e o Império, são percussoras feministas negras de grande importância destas precisamos conhecer e meditar .

Fonte: http://www.criola.org.br/

http://www.palmares.gov.br/

https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/historia_africa/conversations/topics/991

18 mulheres brasileiras que fizeram a diferença – parte 1

Publicação: Rafa Francisca

Maquiagem-para-pele-negra

Febre do momento, o B.B. Cream (Blemish Balm) é um item multifuncional de beleza que reúne benefícios como primer, filtro solar, hidratante e base. O bálsamo regenera a pele e seu efeito pode até substituir estes aliados. Por ter uma fórmula mais completa, com ingredientes que hidratam a pele e a protegem contra os raios solares, o B.B. Cream pode ser usado sobre a pele “nua”, sem outro produto antecedente. A solução é ideal para quem quer uma pele com aspecto saudável e um toque de cor, já que o B.B. Cream contém partículas de pigmento mineral que uniformizam o tom da cútis. O resultado é mais leve e duradouro o de uma base de alta cobertura, já que o produto age tanto na superfície da pele, quanto sob os poros. Os ingredientes emoliantes penetram na pele, tratando-a e oferecendo benefícios a longo prazo, enquanto o filtro solar a defende de agressões externas e as partículas de cor melhoram a aparência da superfície com uma cobertura uniforme e sequinha.

O B.B. Cream pode ser aplicado diretamente sobre a pele limpa com os dedos ou com o auxílio de um pincel (que pode ser o modelo “pena”, o kabuki ou um duo-fiber). O produto é indicado para todos os tipos de pele, inclusive as oleosas. Quem necessita maior cobertura de imperfeições pode investir na aplicação do produto em camadas. Basta esperar a camada anterior secar bem antes de partir para a próxima.

A boa notícia é que negras costumam ter a pele com fundo amarelado e Melissa Paladino, maquiadora titular do programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da TV Globo, garante que essa característica facilita na hora de fazer as famosas “misturinhas” – composições formadas por dois ou mais tons que são combinados até achar o ideal. Coloque quantidades iguais de uma base mais clara e outra mais escura para depois ir adicionando mais cor de acordo com a necessidade.

Também é válido usar essas intensidades diferentes para adequar as partes mais claras e escuras do rosto: “É bem comum recorrer a mais de uma base, já que cada pedaço do rosto tem um tom, incluindo manchas e cicatrizes. Vou colorindo como se fosse uma tela, adequando os tons a diferentes lugares do rosto”, explica a profissional.

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São marcas que estão no mercado nacional e preços acessível a todas mulheres negras. Vamos ao valores:

  1. BB cream Quem disse, Berenice? cor escuro, 30g, FPS 35, R$35,90. Não possuem parabenos.

  2. BB Base Multi Funcional da Natura – Cor escura, 30ml, FPS 30, R$ 42,80.

  3. BB Cream Base Avon – Cor Mel e Caramelo, 30ml, FPS 15, R$42,80.

  4. Dream Fresh BB Maybelline – cor escuro, 30ml, FPS 30,R$29,80.

  5. BB cream L’Oreal paris Creme Milagroso – Cor media, 50ml, FPS 20, R$28,90.

  6. BB Cream Hidra colors da Argo – Cor, bege,bronze e Chocolate, 50g, FPS 50, R$84,90.

  7. BB cream Argan Beauty Oil Anaconda – Cor media, 30g, SPF 15, R$29,00.

  8. BB cream Dermage – cor bege, 30g, FPS 30, R$ 94,00.

  9. BB cream Vult – cor marrom, 30ml, FPS 30, R$26,90.

  10. Camera Ready BB cream da smashbox – cor Medium/dark e dark SPF35, R$174,00.

 

Existem soluções para quem busca a praticidade do B.B. Cream, mas necessita de um pouco mais de pigmento para neutralizar manchas e afins. Uma delas é aplicar uma camada de pó compacto – ou base em pó -, com um pincel fofo, sobre a pele já tratada com o B.B. Cream. Basta esperar o produto líquido secar. Quem não abre mão da base líquida ou cremosa pode misturar algumas gotinhas do produto – menos da metade da quantidade usual de base – com a mesma quantidade de B.B. Cream. Misture bem e aplique sobre a pele limpa com a ajuda de um pincel duofiber. A tática é perfeita para os momentos de pressa, quando se espera um resultado leve na textura e eficiente na cobertura.

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Dicas: Maquiadora Francine Ribeiro – Site Soul Negra.

Publicado: Rafa Francisca

 

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Meninas estou maravilhada com todo conteúdo proposto pelo debate da mulheres negras em foco, os dois dias foi de muita informação e reflexão, infelizmente não pude assistir o debate de Maíra Azevedo e Tia Má são mulheres de muito representatividade e alcance muito grande de publico especifico de mulheres. Mais irei postar alguns comentários e frases de destaque em suas falas que são fonte de reflexão.

“A página é um meio alternativo de disseminar informação. Lá, eu utilizo o humor como forma de empoderar, usando termos que pessoas, no geral, possam entender, para que os assuntos sejam, acima de tudo, inclusivos”. (Tia Má).

Tia Má alem de ser um pouco humorista e divertida, procura falar de assuntos sérios com muito propriedade, suas colocações são assuntos que precisamos debate drasticamente ou até se auto questionar que tipo de homem ou mulher quero ser para meus filhos, família ou sociedade. A mudança acontece quando entendemos nossos pensamentos errados e patriarcais fazem as pessoas se distanciar ou até conviver em respeito com outro o seu próximo.

“Pensamos na sugestão de um manual sobre o  tratamento de assuntos de discriminação, para as redações de jornal. Eu sinto que a mídia ainda tem dificuldade em pautar esses assuntos”, observou Maíra Azevedo.

Ainda não tive oportunidade de conhecer o trabalho de Maíra, mas suas colocações são inteiramente pertinente e plausíveis somos bombardeados todos dias com algum tipo de discriminação ou preconceito de ambos sexos, em meios de comunicação buscam ou acreditam ter liberdade de expressão, as redes de comunicação revelam abertamente que seus padrões estabelecidos do quer pertinente fala ou não estão caindo por terra. Os espaços mesmo pequenos ou minúsculos estão se abrindo para mulheres escritoras, jornalistas, apresentadoras, atrizes neste mercado que vive de racismo velado aos olhos dos cegos.

Julho-das-Pretas

Agora fala desta mulheres guerreiras minha fonte de inspiração, no dia 07 de julho foi Djamila Ribeiro e Valdecir Nascimento e Roseane Borges. Meninas foram tantas informações que não darão pra falar tudo, mas vou fazer perguntas iremos responder de maneira individual e pessoal. O foco foi fala sobre representatividade e imagem sobre essas mulheres negras.

  1. A musa da musica Americana Beyoncé que alcance um publico diversificado mostra em seu novo momento sua representatividade em questionar temas polêmicos dos negros ou mostrar a lutas dos negros americanos e suas historias por meio da musica?
  2. Que imaginário eu quero ser como negra?
  3. O que entendo como ideias culturais?
  4. Por que eu existo e como vou fazer demostrar esta minha existência?
  5. O que ser visual ou ser visível?
  6. o que é ser signo do poder e como poderia ser este signo entre o meu meio de trabalho?

Apenas irei responder duas perguntas as demais irei deixar para seus próprios questionamentos de reflexão, precisamos cutucar nossas próprias feridas e refletir como mulheres “o que eu quero realmente ser”.

  1. Minha diva Beyoncé, posso dizer sim , ela me inspira e representa, em todos modos de minha vida procuro suas musicas como fonte de inspiração, desde seu show da super Bowls 2016 com participação de Bruno Mars, outro cantor negro que suas musicas aborda alguns temas negros ou pitada de historias em seus clipes, venho percebendo suas mudanças e mostrar que feminista e ativista em pequenos momentos, o show teve repercussão estrondosas pela mídia sensacionistas ou ate críticas desnecessárias seu publico aumentou, o povo negro americano viu o real proposito naquele belíssimo espetáculo, mostrar em voz do negro sofrido que ainda tem todos dias lutar para sobreviver.
  2. Quem é Rafaela santos ou Rafa Francisca somos a mesma mulher, meu imaginário é sou determinada, focada, sonhadora, Empatia, em busca do conhecimento. A busca do meu imaginário é determinar como estou transmitindo as outras mulheres que gosta de minhas mensagens como podem ser mulheres lutadoras e guerreiras, elevar mais que tudo sua autoestima em internalizar dentro delas mesmas quem são verdadeiramente e como isso reflete em seu Empoderamento Feminino. Rafaela Santos se representa como mulher, que ama a si mesma que ira outras jovens meninas se encontra como mulher negra, será responsáveis e suas informações , continuara ser boas pesquisadora, vai ler livros de escritoras de mulheres inspiradoras conhecer suas historias e suas lutas. Esse meu pacto com meu Imaginário.

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No dia 08 de julho a tarde teve momento as mulheres em foco sobre visibilidade do cinema, muito triste saber que mulheres negras no cinema ainda sofrem preconceitos em manter e dirigir seus filmes, são muito caros.

“É um cinema que transcende a égide da homofobia, do racismo, do machismo o que essas meninas fazem. São filmes que para além das denúncias estão falando de nós, a mulher negra como o principal elemento”, disse Edileuza Penha, professora, escritora, historiadora e documentarista. (portal africas/fonte).

As ‘feras’ da nova geração do audiovisual estavam reunidas para debater ampliação das políticas de incentivo para produções que construam novas representações. “Pensar o cinema numa perspectiva autônoma é considerar como a gente se articula para manter e ampliar as politicas que garantam a nossa existência”, alertou Viviane Ferreira, cineasta baiana do curta “O Dia de Jerusa”, que figura como representante do protagonismo negro e feminino na sétima arte brasileira. Viviane mais as baianas Larissa Fulana de Tal (Cinzas e Lápis de Cor), Thamires Vieira (O Dia que Ele Decidiu Sair de Casa), a carioca Yasmim Thayná (Kbela) e Edileuza Penha sentaram à mesa para falar sobre: “Mulheres Negras no Cinema. Desconstruindo Estereótipos e Produzindo Perspectivas”, – com mediação de Tais Amor divino.

Em sua fala, Larissa Fulana de Tal, integrante do Coletivo Tela Preta, colocou em voga o peso da culpa sobre os atores negros quando atuam em personagens estereotipados e subalternos na TV. “Antes de colocar em questão o ator que representa o papel de marginalizado, é preciso questionar quem escreveu o roteiro e quem dirigiu. Até porque a gente não vê as resistências que existem dentro do set de filmagem”, postulou Larissa. (Portal Africas/fonte).

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Logicamente, irei fala sobre isso não tenho domínio sobre tema, mas faz refletir sobre uma sátira, “A primeira helena negra de Manuel Carlos, ou seja, Tais Araujo realmente atuou mal ou Rede Globo preferiu destaca Alinne Moraes ?”. Foram 2 dias de muita informação e conhecimento com temas propiciatórios ao momento que vivemos atualmente. Agora um vídeo postado @empodereduasmulheres muito pertinente aos temas abordados, total inspiração.

https://www.facebook.com/saved/?cref=53 na pagina esta dublado no que irei posta esta inglês.

#LeanInTogether- Together Women Can…

Fonte matéria: Portal Africas.

Publicado: Rafa Francisca.

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O condicionador é um dos principais itens de beleza (dos cabelos), de uso básico e diário. Ele é um complementar do shampoo, sendo extremamente útil e necessário para a finalização do tratamento capilar diário.

Enquanto o shampoo limpa tirando e removendo a oleosidade excessiva, sujeiras, poluentes e resíduos cosméticos, a função do condicionador é a de devolver parte do óleo natural retirado pelo shampoo (este óleo que é essencial para a proteção, sedosidade e brilho dos cabelos), fazendo os fios ficarem ‘condicionados’, maleáveis e protegidos. O condicionador basicamente doa maciez, facilidade ao pentear, suavidade ao toque e diminui o efeito alcalino que os shampoos tendem a deixar nos fios.

É normal você encontrar nos condicionadores as proteínas (sejam proteínas hidrolisadas ou não, sendo queratina, da soja, do trigo, da seda, do arroz, do leite, do milho…), estas que agem hidratando os fios e reduzindo os impactos externos, sejam do shampoo ou dos fatores climáticos (como sol, calor excessivo, vento, poluição), químicos (alisamentos,tinturas, descolorações) e mecânicos (tração ao pentear, escovar, puxar, secar, lavar, pranchar) e então fortalecem os fios. Pois o uso destes itens causam agridem e fragilizam os fios, podendo deixá-los mais do que ressecados, danificando a estrutura e a saúde de cada fio de cabelo.

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Além disso, os condicionadores (os vários), geralmente tem ativos em suas fórmulas que formam filmes protetores nos fios (geralmente silicones), o que diminuir a perda da hidratação, aumenta o brilho e a sedosidade, evitando que os fios fiquem ressecados rapidamente. O condicionador também regula o pH dos cabelos, que é alterado/aumentado aos fios serem lavados e processados pelo uso do shampoo.

Atualmente também temos condicionadores com proteção solar em suas fórmulas, é até recomendável o uso para evitar as agressões climáticas e solares, que podem deixar os fios muito secos, fracos, opacos, ressecados e ásperos. Mas o ideal mesmo é usar um protetor solar capilar, pois no enxágue do condicionador, parte do protetor pode ir para o ralo, já com o protetor (seja spray, seja gel, seja creme) fica li nos fios de cabelo;

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Diariamente

  1. Xampu
  2. Condicionador

Semanalmente

  1. Xampu
  2. Máscara
  3. Condicionador

Condicionador para cada tipo de cabelo

No cabelo oleoso
O condicionador deve ser usado com moderação para não pesar e aplicado da metade do cabelo à raiz, mas, não deve ser eliminado o seu uso.

No cabelo seco
O condicionador se faz ainda mais importante, pois, melhoram muito os fios que são geralmente fragilizados. Pode ser usado em todo o comprimento.

Nos cabelos coloridos
O condicionador protege a cor e faz durá-la por mais tempo. Se o cabelo for seco ou oleoso, vale as dicas acima. Condicionadores específicos para cabelos coloridos potencializam ainda mais os resultados.

Os tricologistas orientam a não usar o condicionador no couro cabeludo para não entupir o bulbo capilar, que podem ocasionar entre outros problemas caspa e queda de cabelo.

Condicionador X máscara

Condicionador Máscara
Uso diário Uso semanal ou quinzenal
Sela as escamas Sela as escamas
Proporciona maleabilidade Proporciona hidratação
Ajuda a desembaraçar os fios Trata cabelos danificados
Age no fio externamente Age no fio interna e externamente
Protege os fios do sol, o vento e a poluição Fornece nutrição, força e brilho
Equilibra o pH dos fios Ajuda a reconstruir a textura dos fios
Consistência mais fluida Consistência mais grossa

Obs. Outra técnica muito utilizada é o co-wash, que significa lavar os cabelos com o condicionador, normalmente em dias intercalados. Cabelos secos, cacheados, tingidos e com químicas se beneficiam muito desta técnica. O mesmo acontece com os cremes de pentear e o leave in. Ambos tem finalidades diferentes dos condicionadores, suas fórmulas são distintas. O creme de pentear por ter uma fórmula mais pesada é mais adequado para cabelos crespos e cacheados, pois, o mesmo modela os cachos tirando o volume.

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A mulherada cacheadas vive de definição os cachos perfeitos, mas grande maioria não sabe como fazer isso e da maneira correta. Uma das técnicas que está fazendo muito sucesso com mulheres que têm cabelo cacheado é a fitagem. Essa técnica modela os fios e deixa os cachos bem definidos apenas com a ajuda de um creme de pentear ou leave-in e os dedos. Se você se interessou por essa técnica, antes de aprender como fazer fitagem nos cabelos, descubra mais informações sobre essa técnica.

O que é Fitagem?

Antes de tudo, é importante saber que a fitagem é uma técnica de texturização que ajuda a deixar os cachos mais definidos. Essa técnica é ideal para mulheres já cacheadas ou para as que estão fazendo a transição de cabelos, ou seja, parando de fazer escovas progressivas e chapinha para deixar o cabelo natural.

A fitagem só não é indica para quem tem o cabelo pouco denso ou volumoso, pois nesse tipo de cabelo ela não funciona. Isso porque ela funciona muito bem em cabelos mais volumosos e densos, proporcionando um resultado incrível. Mas, vale lembrar que essa técnica não faz nenhum milagre, apenas ajuda a modelar cachos naturais e a deixar o cabelo mais bonito.

 

A fitagem nos cabelos deve ser feita com os dedos utilizando um bom Leave-in no meu caso Yamasterol para ajudar na definição dos cachos. O procedimento ganhou esse nome diferente porque divide os cabelos em pequenas mechas como se fossem fitas. O efeito de cachos definidos pode durar de 2 a 3 dias sem ficarem amassados ou serem desfeitos, e ainda sem precisa aplicar outros produtos para finalização.

Mas, para obter um resultado natural e bonito, os cabelos precisam estar bem cuidados e hidratados. Só assim os cachos ficarão bem definidos e sem do frizz. Por isso, se você quer começar a fazer essa técnica para deixar os seus cachos mais definidos e naturais, não se esqueça de fazer hidratação toda semana com máscaras de boa qualidade.

Como Fazer a Fitagem nos Cabelos

Passo 1: Antes de tudo, é preciso lavar os cabelos com o seu shampoo de costume e finalizar com um condicionar ou então fazer uma hidratação antes.

Passo 2: Em seguida divida o cabelo em várias camadas, e comece o processo nas mechas da parte de baixo para ficar mais fácil a aplicação.

Passo 3: Escolha a quantia suficiente de leave-in para passar mecha por mecha. Comece pela parte que você separou. Se o creme for muito consistente, utilize pouca quantidade, mas se for mais ralo use uma quantidade maior.

Passo 4: Distribua o creme em todos o cabelo como se estive penteados os fios com os dedos.

Passo 5: Repita esse processo em todas as camadas do cabelo, e no final comece amassar as mechas de baixo para cima para ajudar na formação dos cachos.

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Obs. Faço técnica fitagem tanto na hidratação como Leave-in desta forma potencializa mais a definição e sua duração, no meu caso fica mais de uma semana.  

 

Mulheradas Algumas dicas:

 

 

Do hidrante corporal ao creme ideal para obter cutículas impecáveis não faltam opções no comércio da beleza. Nesse mar de produtos, os consumidores ficam até em dúvida sobre quais, de fato, cumprem a eficácia prometida. Entretanto, quando a oferta não era tão grande, o cuidado com a aparência dependia dos produtos de origem vegetal e hoje até há uma tendência de buscar pelas receitas naturais.

Os óleos vegetais significa nutrição = fornecer alimento ao cabelo. Contem nutrientes, vitaminas e minerais que contribui na nutrição capilar. Os principais componentes dos óleos vegetais são óleos graxos (gordura). De acordo com a quantidade e o tipo óleos graxos altera suas propriedades.

Os principais óleos graxos:

  1. Ácido Alfa-linolênico (omega 3).
  2. Ácido Esteárico
  3. Ácido Gama-linolênico (omega 6)
  4. Ácido Láurico
  5. Ácido Linoléico (omega 6)
  6. Ácido Oléico (omega 9)
  7. Ácido Ricinoleico
  8. Ácido Cáprico e Caprílico
  9. EPA e DHA

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Vamos entender um pouco melhor :

O Ácido Oléico ou Oleína Animal é obtido a partir da hidrólise da gordura animal e de certos vegetais onde, após a separação da glicerina, ele é submetido a uma destilação sob alto vácuo e separado por cristalização fracionada da estearina, através do abaixamento da temperatura. Para se obter um Ácido Oléico ou oleína altamente pura é preciso que seja bidestilada e fracionada até chegar a concentração acima de 95%.

O Ácido Oléico ou Oleína Animal é um produto emoliente, muito utilizado como aditivo em base de sabões, sabonetes. Na indústria cosmética em cremes e emulsões, bronzeadores, produtos solares, entre outros. Apresenta variada aplicação industrial: lubrificantes, desengraxante, plastificantes, entre muitas outras.

Tabela 1 – Ácidos graxos de quatro gorduras
Ácidos graxos Azeite Virgem Margarina Óleo de Girassol Óleo de Milho
Saturados
C 12:0 láurico 0 1,5% 0 0
C 14:0 mirístico traços 0,5% traços 0,6%
C 16:0 palmítico 12,0% 23,7% 8,0% 14,9%
C 18:0 esteárico 2,3% 5,2% 2,5% 2,3%
C 20:0 araquidônico 0,4% 0,8% 0,2% 0,3%
C 22:0 behênico 0 0,5% traços traços
C 24:0 lignocérico 0 0 0 traços
Monoinsaturado
C 16:1 palmitoléico 1,0% 1,4% 0,1% 0,3%
C 18:1 oléico 72,0% 36,9% 13,0% 30,0%
C 20:1 elaídico 0 1,4% 0,1% 0,1%
C 22:1 erúcico 0 3,8% 0 0,1%
Poliinsaturado
C 18:2 linoléico 11,0% 21,1% 75,0% 50,0%
C 18:3 linolênico 0,7% 2,0% 0,5% 1,6%
Fonte: McCance & Widdowson – 1985

Tipos de Óleos Vegetais

1. Óleo de Abacate

O óleo de abacate é um dos óleos mais saudáveis e benéficos. Possui fitoesteróis, vitaminas A e E, e ômega 6 e 9. Esse óleo inibe a formação de radicais livres, retardando a formação de rugas e estrias, regenerando e hidratando profundamente a pele. Muito indicado também para os cabelos, fortalecendo, hidratando, doando brilho, recuperando fios ressecados e trazendo flexibilidade para cabelos secos.

2. Óleo de Amêndoa Doce

O óleo de amêndoas é um óleo vegetal rico em vitaminas e tem alto poder penetrante, hidratando e suavizando a pele com facilidade. Possui propriedades rejuvenescedoras, regeneradoras, hidratantes, amaciantes e nutritivas. Um ótimo emoliente que proporciona extrema maciez a pele. Melhora a flexibilidade e a elasticidade da pele. Indicado também para peles sensíveis e delicadas, devido à alta concentração de vitaminas A, B1, B2 e B6. É muito utilizado na prevenção de estrias em grávidas, podendo ser utilizado na hidratação diária da pele.

3. Óleo de Argan

O óleo de argan é um excelente hidratante para pele e cabelos. Protege a pele dos danos causados pelos radicais livres. Contém esqualeno, componente da pele humana, sendo por isso facilmente absorvido. É um ultra-hidratante. Estimula a circulação do couro cabeludo, previne  queda e repara o ressecamento dos cabelos. Por ser extremamente fino e de rápida absorção, é utilizado como condicionador de cabelos após o uso do shampoo. Dá brilho à pele e aos cabelos.

4. Óleo de Copaíba

O óleo de copaíba é um bálsamo (resina) extraído do tronco da árvore. É muito conhecido e utilizado como anti-inflamatório, antisséptico e cicatrizante. Sua eficácia como anti-inflamatório e antibiótico tem sido comprovada por meio de muitas pesquisas ao longo dos anos, bem como sua notável atuação como anti-séptico, expectorante, cicatrizante e carminativo. É eficaz no tratamento de feridas, eczemas, psoríase, urticárias e acne. Pode ser utilizado para prevenir afecções do couro cabeludo, tais como caspa e seborreia, além de agir como doador de brilho.

5. Óleo de Gérmen de Trigo

Possui propriedades antioxidantes, revitalizantes, emolientes e nutritivas. O óleo de gérmen de trigo é rico em vitamina E e tem propriedades antioxidantes: é um grande aliado no combate aos radicais livres na pele, evitando o envelhecimento precoce e devolvendo a vitalidade. É altamente nutritivo, sendo indicado para vários problemas de pele. Evita a queda de cabelos e estimula seu crescimento. Proporciona sedosidade, brilho, maciez e resistência ao cabelo.